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terça-feira, 7 de agosto de 2018



Fruto Ferido

“Deus usa pessoas desprovidas de credenciais
 como Ele quer, quando Ele quer,
para Ele ser glorificado”


O texto de Amós 7.14 diz assim: “Não sou profeta por profissão, não ganho a vida profetizando. Sou pastor de ovelhas e também cuido de figueira”.
            Nessa época existiam três classes de pessoas que recebiam a unção de Deus. Esse processo regia uma consagração vinda de Deus mediante o Espírito do Senhor sobre o profeta, para este ungir a pessoa escolhida por Deus.
ü  Existia um REI (o representante de Deus para Governar o povo), se chamava JEROBOÃO II para governar o Reino do Norte (Israel);
ü  Existia um SACERDOTE (o mensageiro do Povo para Deus), chamado AMAZIAS e ;
ü  Existia um PROFETA (o mensageiro de Deus para Povo), vindo do Reino do Sul (cidade de Tecoa, Judá) chamado AMÓS.
Neste contexto essas três classes sociais tiveram uma briga religiosa e política muito grave.
Deus enviou o profeta Amós até o Reino de Israel para profetizar uma mensagem real e verdadeira com o principal objetivo em gerar o arrependimento do povo e entregar as bençãos prometidas.
O sacerdote Amazias disse ao rei Jeroboão II que as palavras do profeta estavam despertando o povo, e que poderia ocorrer uma revolução nacional, colocando em risco a posição do rei. O sacerdote intimou Amós para parar com as mensagens e voltar para sua terra natal. O profeta viveu momentos de aflições e afrontas, mas não se intimidou, logo perseverou em sua missão. Ordem dada era o mesmo de missão cumprida ou a morte.
            Israel vivia um apogeu quando da expansão territorial. Estava em paz política com seus vizinhos inimigos (existe Paz Política entre povos adversários? Mas nesse governo aconteceu). A nação estava no auge da prosperidade material, entretanto vivia uma morte espiritual profunda. Externamente Israel estava próspera, mas internamente estava pobre, isto é, por fora madura, mas por dentro podre.
            Essa pobreza espiritual ocorreu por vários fatores, o profeta destaca quatro:
ü  Falsa adoração ao Deus que Vive (o maior pecado humano);
ü  Imoralidade Sexual dentro do Templo;
ü  Corrupção jurídica e política; e
ü  Opressão aos Pobres (a segunda pior ação humana contra Deus).
O povo de Deus se corrompeu com falsas adorações nos templos do Senhor porque alguns filhos de Israel se deram ao casamento com povos idólatras como pagamento político, contudo, dessa união nasceu à prática da idolatria somada com a apostasia. A corrupção jurídica e política também eram notórias, tudo se baseava na propina, balanças adulteradas, valores de mercadoria e taxas fiscais eram diferenciados mediante a posição social da pessoa. Entretanto o que mais entristecia a Deus era a opressão aos pobres.
Essa prosperidade financeira e política serviam para aprofundar o povo a ruína moral, ética e espiritual. A verdadeira adoração havia sido substituída por um ritualismo vazio e pela confiança em deuses pagães.
Os profetas no Reino do Norte (Israel) estavam vendendo suas mensagens. Falavam o que massageava o ego e aumentavam suas contas bancarias. Todavia, Deus levanta um boiadeiro, um cultivador de figos selvagens da outra nação (Reino do Sul – Judá), um homem sem pertencer à descendência de profetas, sem estudo de profecias, mas com algo no seu íntimo que o diferenciou dos demais: UM ESPÍRITO DE ADORADOR E OBEDIÊNCIA. Seu nome era Amós, da cidade de Tecoa em Judá.
O sacerdote Amazias afrontou Amós em Israel, pois segundo a permissão do rei, o sacerdote estava pronto para deportar o profeta obediente, pois suas duras mensagens estavam causando uma revolução nacional contra os demais princípios já estabelecidos pelos falsos adoradores do poder político, religioso e jurídico.
Amós enfrentou Amazias dizendo “Eu não sou profeta por profissão, eu sou boieiro e cultivador de Figos Selvagens. Por toda a minha vida subi aos galhos dos sicômoros para ferir os figos selvagens antes das chuvas temporãs. Alguns eu feria mais suave, outros a ferida era mais profunda, mas todos os frutos que passavam pelas minhas mãos eram feridos. Essa milenar técnica nos garantiu nutrir o fruto, preparando ele para receber a água vinda do céu, porque o fruto por si só tem a casca muito dura, impermeável, insípido, pequeno e sem valor comercial. As vespas depositam suas larvas por dentro do figo produzindo o apodrecimento, por isso quando você passa e olha o fruto verde pronto para consumir, se engana, ele está verde por fora, mas podre por dentro. Mas quando o fruto é ferido pelas mãos do agricultor, ele recebe a água da chuva, cresce com sabor e ganha valor aos consumidores. Contudo, nas mãos do agricultor o cenário se transforma, o fruto é ferido, a chuva é enviada, ele ganha tamanho, peso e nutrientes, fica saboroso, alcança valor comercial e o processo de amadurecimento fica notório ao olhar humano”.
O que o cultivador de figos selvagens fazia nos frutos, Deus quer fazer com você! Transformar sua vida podre em amadurecida, sem sabor para saborosa, sem valor para o mais alto preço já pago nesse mundo por alguém. A salvação eterna mediante a morte de cruz e a ressurreição de Cristo.
Deixe Deus ser o agricultor da sua alma, pois a tristeza de Deus produz o arrependimento para o plano de salvação perfeito, enquanto que a tristeza gerada no mundo te leva à morte, ao vazio e a solidão (II Co 7.10).
Em momentos de crise, Deus abre grandes oportunidades para colecionarmos tesouros no céu.  
Hoje está diante de você uma oportunidade de decisão. Se aceitar, você pode ser o fruto ferido pelas Mãos do Agricultor da Vida Eterna.
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”(Jo 14.6) disse Jesus.

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