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terça-feira, 7 de agosto de 2018




Conhecendo o Barro para Depender do Oleiro


“Quando nos colocamos no lugar do outro,
Aprendemos a depender da força divina.”
Roberta Nogueira


“Não posso fazer de vós como fez este oleiro, ò casa de Israel? Diz o Senhor. Como o barro nas mãos do oleiro, assim sois vós em minhas mãos” Jr 18.6

          O oleiro trabalhando é uma figura de Deus, que tem o mundo em suas mãos e o barro é a tipologia do homem.
          Na nossa sociedade atual são admiradas as pessoas que praticam assertividade, independência e têm um espírito de liderança. Em um relacionamento com o Senhor, essas qualidades podem se transformar em obstinação, soberba e recusa a ouvir ou a mudar em conformidade com os planos divinos. Se não for reprimida, a teimosia se torna um estilo de vida hostil a Deus.
          Quando um vaso de barro é moldado na roda do oleiro, é natural surgir impurezas e defeitos. O oleiro tem poder para decidir se o barro continuará com suas imperfeições ou se será remodelado novamente.
          Outrossim, Deus tem todo o poder para moldar o seu povo, para fazer com que esteja em conformidade com os seus propósitos. Nossa estratégia não deve ser a de ficar descuidosos e passivos com o inanimado barro, devemos mostrar disposição e receptividade para o impacto de Deus em nossa vida. Quando nos rendemos ao Senhor, Ele começa a moldar-nos e a transforma-nos em vasos valiosos.
          As palavras do profeta Jeremias eram verdadeiras porque Deus as colocava em seus lábios para promover o arrependimento de seu povo. Quando o sacerdote Pasur, filho de Imer, o mais alto funcionário do templo do Senhor, ouviu Jeremias profetizando essas coisas [os pecados intermitentes], mandou espancar o profeta e prendê-lo no tronco, que havia junto à porta Superior de Benjamim, no templo do Senhor (Jeremias 20:1-2), o sacerdote deve ter pensado que era um líder forte, porém era um covarde com essa atitude.

          A verdade às vezes dói, mas a nossa reação para com ela mostra o que há dentro de cada um de nós. Podemos negar as acusações e destruir as evidencias de nossos erros, ou aceitar a verdade humildemente em nosso coração e permitir que ela nos transforme.
          Deus ordenou que Jeremias fosse à casa do oleiro para ele conhecer a rotina desse profissional. Era necessário observar o que o oleiro fazia com o vaso de barro, processo por processo. Quando o vaso se estragava nas mãos do oleiro poderia ser o tipo de barro ou a necessidade de alguns ingredientes, então o oleiro amassava o barro até alcançar o ponto, para reiniciar a nova formação do vaso.
          Nessa parábola estão contidas várias lições sobre a importância de CONHECER O BARRO PARA DEPENDER DO OLEIRO:
                       
Ø Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina em grande parte, o que Ele pode fazer através de nós;
Ø Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para nossa vida;
Ø Deus se quiser pode mudar seus planos para a nossa vida ser melhor aos Teus olhos, como faz o oleiro ao vaso estragado. Um novo vaso!

CONHECENDO O BARRO
(examine-se, pois a si mesmo)

            O ser humano simplesmente desconhece os seus limites. Fazer sacrifício ao Senhor sem obediência é nada. O povo de Judá (o pessoal para quem Jeremias pregava nessa época), não queria ser fiel ao Senhor. “O povo que eu amo está praticando o mal, diz o Senhor – Jr 11.15”.
            Os escolhidos de Deus estavam andando para trás, construindo uma ruína na comunhão com Deus por causa dos pecados intermitentes. Somente o arrependimento genuíno poderia ser a ponte para religar a nação com o Senhor e trazer de volta as promessas de bênçãos, restauração e de nova aliança para dissolver a ira do Senhor, pois Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo! (Hb 10.31).

*Pecados intermitentes são todas as atitudes humanas que desagradam ao Senhor, no entanto a pessoa cessa de cometer o pecado mediante o arrependimento, busca o perdão do Senhor até alcançá-lo, mas comete-o novamente algum tempo depois. Faça uma reflexão íntima com a ajuda do Espírito Santo, observe por qual tipo de pecado você tem pedido perdão á Deus, se for o mesmo e para as mesmas pessoas, hoje você encontrou uma nova oportunidade para uma mudança de vida.

1º Pecado Intermitente: APOSTASIA

            Apostasia (em grego απόστασις [apóstasis], "estar longe de"), abandono, renúncia da sua fé em Deus e nas suas doutrinas. É o mais próximo da Morte Espiritual.
            A título de conhecimento, um apóstata, afastado do grupo religioso no qual era membro, pode ser vítima de preconceito, intolerância, difamação e calúnia por parte dos demais membros ativos. Um caso extremo, é aplicação da pena de morte para apóstatas na religião islâmica em países muçulmanos, como por exemplo, na Arábia Saudita e Irã.
            O livro de Judas serve como um manual para entendermos as características dos apóstatas e nos adverte contra os perigos da apostasia.
            Judas diz que a apostasia pode ser sutil. Ele usa a palavra " infiltraram-se " para descrever a entrada do apóstata na igreja. Seria como a atitude astuta de um advogado que, através da argumentação inteligente, se infiltra na mente dos funcionários do tribunal e corrompe o seu pensamento para trazer a todos em seu favor. Significa literalmente "cair no lado; entrar furtivamente; esgueirar-se; difícil de detectar." Em outras palavras, Judas diz que raramente a apostasia começa de uma forma aberta e facilmente detectável.  
            Judas descreve dezessete características desfavoráveis dos apóstatas para que seus leitores possam mais facilmente identificá-los. Os apóstatas são:
1)       ímpios (v. 4),
2)      moralmente pervertidos (v. 4),
3)      negam a Cristo (v. 4),
4)      contaminam a carne (v. 8),
5)      rebeldes (v. 8),
6)      insultam os anjos (v. 8),
7)      são ignorantes sobre Deus (v. 8),
8)      proclamam visões falsas (v. 10),
9)      difamadores (v. 10),
10)  murmuradores (v. 16),
11)  descontentes (v. 16 ),
12)  propagam arrogâncias (v. 16),
13)  aduladores por motivos interesseiros (v. 16),
14)  escarnecedores de Deus (v. 18),
15)  causam divisões (v. 19),
16)  seguem o mundo (v. 19) e
17)  são destituídos do Espírito/perdidos (v. 19).

          Vale à pena lembrar de que Satanás não se aproximou do primeiro casal no jardim com um armamento externo ou arma sobrenatural. Em vez disso, ele usou uma idéia. E foi essa idéia que condenou a eles e o resto da humanidade, com o único remédio. Sendo a morte redentora do Filho de Deus.
          O filósofo cristão Soren Kierkegaard coloca desta forma: "Ainda não falhou o conceito de que um tolo, quando se perde, leva vários outros com ele."
          É fundamental, agora mais do que nunca, que cada cristão ore por discernimento, combata a apostasia e batalhe pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Somos as criaturas pela as quais Jesus chorou.

2º Pecado Intermitente: IDOLATRIA

          A idolatria é comparada com os piores crimes e pecados concebíveis. Não se trata de um “falso culto do paganismo”, mas quando o ser humano presta honra e veneração a outra criatura no lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, raça, prazer, antepassados, do Estado, dinheiro, etc.
          A idolatria foi uma das maiores tentações espirituais vividas por nossos antepassados. Para quem acha que curvar-se a imagens não teria problema, o próprio Deus incluiu logo no inicio dos Dez Mandamentos (Êx 20.4-6).
          Os povos vizinhos cometiam essa pratica porque acreditava que os deuses terrenos eram seus auxiliarem na busca do milagre, ao relacionar-se com os hebreus essas condutas eram inseridas sutilmente na cultura de Judá.
          Embora tivesse havido bons reis no reino do sul de Judá, os maus invariavelmente caíram na idolatria. Tal fato impeliu os profetas maiores – Isaias, Jeremias e Ezequiel – e muitos dos profetas menores a ridicularizar, condenar e advertir contra a idolatria.
          O cativeiro babilônico produziu uma cura para o pecado de idolatria no povo de Israel, mesmo nos tempos modernos atuais o judaísmo sucumbiu à idolatria.
          No período do Novo testamento o conceito de “idolatria” foi usado no sentido intelectual. Pois o homem moderno passou a não se curvar diante as estátuas, mas a substituição de Deus dentro da mente do adorador, ouça esse breve relato em Colossenses 3.5: “Fazeis, pois, morrer a vossa natureza terrena: ... avareza, que é idolatria” (veja também Ef 5.5). Nesse contexto o leitor deve entender a natureza corrupta da idolatria, por isso precisamos permanecer em constante vigilância para que nada esteja entre nós e Deus.
          Além de bens materiais (casa, terras e carros), os ídolos podem ser heróis populares ou quem amamos. A idolatria moderna pode incluir fama, reputação, divertimento fora dos padrões éticos, orgulho e ações feitas em Nome do Senhor sem ser para o Senhor o destino das honrarias, e tudo que for semelhante a essas mundanas atitudes.
          Abomine da sua vida a prática da idolatria buscando ao Senhor em primeiro lugar, e as demais coisas o Senhor fará por você.

3º Pecado Intermitente: ADORAÇÃO PERVERTIDA

          A palavra “pervertida” deriva do depravado, indecente, da maldade, imoralidade, perversidade. Enquanto que “adoração” significa reverência e declaração de submissão a Deus por tudo que Ele é. Nos sermões do profeta Jeremias, a junção dessas duas palavras tão opostas servia para impactar com os sinais de irreverência no culto. Pois os olhares espirituais do povo estavam corruptos,  devido ao homem ter se desviado do ideal de Deus.
          O profeta chama atenção com relação ao descaso para com o culto e a falta de reverência ao entrar na Casa do Senhor. Este pode ser um dos fatores pelo qual os congregados e simpatizantes de lugares sagrados estejam mergulhados em crises espirituais (morte espiritual, adultério, inimizades, porfias, ira, inveja, homicídio espiritual e coisas semelhantes). O culto a Deus prestado nos dias de hoje, tem fortes marcas de irreverência.
          Nilson Dimarzio em seu livro “Como cultuar a Deus”, observa que: “é necessário que durante o culto mantenhamos uma atitude consentiva com o local de adoração, uma vez que Deus está no templo”. Também na mensagem profética de Jeremias, percebemos falhas por parte do adorador no tocante ao culto prestado a Deus. O profeta trabalha estas questões de irreverência e, se formos atenciosos, perceberemos o desejo de Deus com relação ao culto a Ele prestado em qualquer época e lugar. As marcas de irreverências contidas em Jeremias podem nos ajudar a concertar nossos erros para louvarmos e adorarmos ao Senhor de maneira que lhe agrade.
          Ao reconhecer quem somos “o barro” (seja de honra ou não), enxergaremos que estamos sujeitos as mesmas paixões. Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar nas nossas fraquezas. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito Santo, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor (Rm 8.26).
            Faz parte da nossa fraqueza não entender como é grande a Glória que nos será revelada no futuro. A nossa capacidade é limitada para compreender, exatamente por isso Deus crucificou, matou e ressuscitou Nosso Senhor Jesus Cristo. Para nos enviar o consolador e intercessor Espírito Santo Dele.

          Assim como examinamos o nosso íntimo para reconhecer o BARRO que somos, precisaremos conhecer o OLEIRO para adquirir confiança e depender DELE.

         
DEPENDER DO OLEIRO
(conhecendo Deus para depender Dele)

          Quem é Deus? Como depender de Deus? Deus existe? Como posso ser convencida da sua existência?
          Na Bíblia encontramos todas as respostas e quando pensamos que sabemos de tudo, Deus escreve uma nova história. O Livro Sagrado não se compara com nenhum livro jamais escrito e impresso. É a revelação escrita de um Único Deus Verdadeiro. Pois a palavra do Senhor é verdadeira; Ele é fiel em tudo o que faz (Sl 33:4).                                                                                      
          A Bíblia diz: "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo" (Ss 19.1-4). Observar as estrelas, compreender a vastidão do universo, admirar as maravilhas da natureza, enxergar a beleza de um pôr do sol - todas estas coisas apontam para um Deus Criador. Se tudo isso ainda não fosse suficiente, também há evidência de Deus em nossos próprios corações. Eclesiastes 3:11 nos diz: "... Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade." Temos o reconhecimento dentro de nós de que há algo além desta vida e alguém além deste mundo. Podemos até negar este conhecimento intelectualmente, mas a presença de Deus em nós e ao nosso redor ainda é óbvia. Apesar disso, a Bíblia nos adverte de que alguns ainda vão negar a existência de Deus: "Diz o tolo em seu coração: ‘Deus não existe’" (Sl 14:1). Uma vez que a grande maioria das pessoas ao longo da história, em todas as culturas, em todas as civilizações, e em todos os continentes acreditam na existência de algum tipo de Deus, deve haver algo (ou alguém) causando esta crença.
          Como cristãos acreditamos na existência de Deus por meio da nossa fé: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam" (Hb 11.6). Se Deus assim desejasse, Ele poderia simplesmente aparecer e provar para o mundo inteiro que Ele existe. Mas se fizesse isso, não haveria necessidade de fé. "Então Jesus lhe disse: ‘Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram’" (Jo 20.29).
          Não cabe a este momento estudarmos todos os conceitos Teológicos (O Estudo Lógico de Deus), mas podemos apresentar os Atributos do Senhor com o intuito de conhecer parte dessa magnitude para entregarmos a nossa vida e depender do Criador.

*Atributos são as qualidades fundamentais e essenciais de Deus. Se faltasse um deles a Soberania do Senhor cairia por terra. São divididos em duas classes, Atributos Naturais são características exclusivas do Senhor e Atributos Morais que são as características do Senhor que pode haver no ser Humano.

“Deus sem a criação é Deus e a criação sem Deus é quem?”
         
          Conhecendo Deus para depender Dele:

Ø  DEUS é a VIDA: Deus tem vida e é a própria Vida. “Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26).

Ø  DEUS é a AUTO EXISTÊNCIA: Deus possui a base da sua própria existência, não dependeu de ninguém para existir. Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês". (Êxodo 3:14)


Ø  DEUS é a PERSONALIDADE: é um Ser pessoal, autoconsciência e autodeterminação. Autoconsciência é porque Ele sabe quem e  autodeterminação significa que Ele determina tudo que faz sem ser  influenciado por nada nem ninguém.
Ø  DEUS é ESPIRITUALIDADE: é Espírito. Deus não pode ser sentido pelos sentidos naturais do homem porque Ele não pode ser visto. “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". (João 4:24).

Ø  DEUS É ONISCIENTE: tem todo o conhecimento, tem toda a ciência em sua mente. “Assim diz o Senhor, o seu redentor, que o formou no ventre: Eu sou o Senhor, que fiz todas as coisas, que sozinho estendi os céus, que espalhei a terra por mim mesmo, que atrapalha os sinais de falsos profetas e faz de tolos os adivinhadores, que derruba o conhecimento dos sábios e o transforma em loucura,...” (Isaías 44:24-25).

Ø  DEUS é ONIPOTÊNCIA: Ele tem todo o Poder e tem todo o autocontrole para usar o seu Poder. Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus Todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência". (Gênesis 17:1-2).

Ø  DEUS é ONIPRESENÇA: está em todos os lugares com a totalidade do seu ser, da sua essência, sem difusão ou expansão, multiplicação ou divisão. “Deus penetra e entra em todos os lugares que criou. Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. Mesmo que eu dissesse que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor,... (Salmos 139:7-11).

Ø  DEUS É TRINO (ou Triunidade ou Trindade): é a existência de Deus existente em três pessoas: Pai (é inacriado e eterno) o Filho (é o filho eterno gerado pelo Pai) e o Espírito Santo (procedente do Pai e do Filho). Seria o tríceps, modo de existir os três em um. “Assim que Jesus [FILHO] foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus [ESPÍRITO SANTO] descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus [PAI – a voz de Deus] disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me agrado" (Mt 3.16-17).

Ø  DEUS É IMENSIDADE: é a infinitude de Deus em relação ao espaço. Deus não tem extensão, Ele está acima do espaço. Não é sujeito e contém em si a idéia de espaço (*a diferença entre IMENSIDADE e ONIPRESENÇA é: “imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço” e “onipresença é a Presença de Deus em relação a sua criação”).Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!” (1 Reis 8:27).

Ø  DEUS É AMOR: está escrito em 1 Jo 4.8 “Deus é amor”. Pois a sua própria natureza, a Trindade, a misericórdia e a bondade de Deus são manifestação do amor e não o amor em si. “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos” (Ef  2.4-5).

Ø  DEUS É VERDADE: Deus não é apenas o verdadeiro e o que conhece a verdade, mas sim a verdade. “Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno” (Jr 10:10).

Ø  DEUS É A SANTIDADE: é a pureza moral, absoluta e eterna. “Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastada e seduzido” (Tg 1.13-14).

Ø  DEUS É A JUSTIÇA e RETIDÃO: a justiça é a maneira reta de Deus tratar suas criaturas.“O Senhor está no seu santo templo; o Senhor tem o seu trono nos céus. Seus olhos observam; seus olhos examinam os filhos dos homens. O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça a sua alma odeia. Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão” (Sl 11.4-6).

Ø  DEUS É A MISERICÓRDIA E A BONDADE: a misericórdia de Deus é a sua atitude de tratar os pecadores usando a sua bondade em favor de todos que o clamam demonstrando em longanimidade, pois não há pecador que Ele não possa tratar e perdoar. “O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó. A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava. Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos, com os que guardam a sua aliança e se lembram de obedecer aos seus preceitos” (Sl 103.8-18).

          A revelação final que Deus fez de si mesmo está em Jesus Cristo, pois quem vê Jesus vê Deus, é disso que se trata o evangelho João 1.18: “Deus nunca foi visto por ninguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer”, ou seja, Jesus nos mostrou quem é Deus. Este mesmo Messias quer nos ensinar a Depender de Deus, pois Ele sabe o resultado final na Vida Eterna. Noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de Deus, devemos olhar para Cristo com confiança, porque nEle habita toda a plenitude da divindade, com isso podemos depender totalmente em Deus.
          Deus sempre buscou um relacionamento mais íntimo com a sua criação. Se em nosso diálogo eu te perguntar o que você fez de ontem até agora? Tenho plena convicção que você saberia responder. Mas o que vai acontecer a partir desse segundo até as próximas horas? Ainda que tenhamos planos e projetos organizados, corremos o risco que nada venha a acontecer, ate porque não seria a primeira vez que nossos projetos não se cumpririam. Todavia Deus tem presciência de tudo, Ele sabe exatamente o que vai acontecer. Baseado nessa revelação nós sugerimos que a sua vida seja dependente de um Ser Divino, mais Poderoso do que tudo que você conhece.
          Para termos sobre nós os cuidados de Deus quando a qualquer situação que vivermos, devemos Depender do Oleiro.
          Ao depender de Deus, seja hoje o marco da sua virada!

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