Redescobrindo os valores
cristãos perdidos
"Rediscovering lost values"
Martin
Luther King, Jr.
(1929-1968)
Eu quero que vocês meditem comigo nesta
manhã sobre este tema: Redescobrindo os
valores perdidos. Há algo errado com o nosso mundo.
Alguma coisa fundamental e basicamente errada. Eu creio que nós não precisamos
olhar muito longe para enxergar isto. Estou certo que a maioria de vocês
concordaria comigo em fazer esta afirmação. E quando paramos para analisar a
causa dos males de nosso mundo, muitas coisas nos vêm à mente.
Vamos iniciar perguntando se é devido ao
fato de não sabermos o suficiente. Mas não pode ser isto. Porque em termos de
acumulação de conhecimento, nós sabemos mais hoje do que os homens conheciam em
qualquer outro período da humanidade. Nós temos os fatos à nossa disposição.
Nós sabemos mais sobre Matemática, Ciências, Ciências Sociais, Filosofia do que
nós nunca soubemos em qualquer período da história do mundo. Então, não pode
ser porque nós não sabemos o suficiente. Bem, não pode ser isto, porque nosso
progresso científico sobre os anos passados tem sido surpreendente.
Em seguida, gostaríamos de saber se não
foi pelo fato de nossa genialidade científica ter ficado para trás. Isto é, se
nós não temos feito mais progressos na área científica. O homem através de seu
gênio científico tem encurtado distâncias e reduzido tempos. Tanto que hoje
(28.02.1954) é possível tomar o café da manhã em Nova York e cear em Londres,
na Inglaterra. Por volta de 1753, uma carta levava três dias para ir de Nova
York a Washington, e hoje você pode ir daqui até a China em menos tempo que
isso. Não pode ser porque o homem esteja estagnado quanto aos progressos
científicos. A genialidade científica do homem tem sido assombrosa.
Eu penso que nós temos que olhar mais
profundamente o que temos feito para encontrar a real causa dos problemas
humanos e dos males deste mundo de hoje. E se nós queremos mesmo encontrar
teremos que olhar dentro dos corações e das almas dos homens.
“Assim nós nos vemos pegos em um mundo
complicado”. O problema é com o próprio homem, na alma do homem. Nós não
aprendemos como ser justos, e honestos, e gentis, verdadeiros e amáveis. Está é
a causa de nosso problema. O verdadeiro problema é que através de nossa
genialidade científica nós fizemos do mundo uma vizinhança, mas através de
nossa moral e genialidade espiritual nós falhamos em torná-lo uma irmandade.
E o grande perigo que enfrentamos hoje
não é tanto pela bomba atômica que foi criada pelos físicos. Não tanto por
aquela bomba que você pode colocar em um avião e jogá-la sobre a cabeça de
centenas de milhares de pessoas – tão perigoso quanto ela é. Mas o perigo
verdadeiro que confronta a civilização de hoje é aquela bomba atômica que está
no coração dos homens, capaz de explodir no ódio mais vil e no mais destrutivo
egoísmo — isto é a bomba atômica que devemos temer hoje.
O problema está no homem. Dentro dos
corações e das almas dos homens. Esta é a verdadeira causa do nosso problema.
Meus amigos, tudo que eu estou tentando
dizer é que se nós queremos seguir em frente hoje, temos que voltar para
reencontrar alguns poderosos e preciosos valores preciosos que deixamos para
trás. É o único caminho que nós seríamos capazes para fazer de nosso mundo, um
mundo melhor, e para fazer deste mundo o que Deus quer que ele seja com um
significado e propósito real. A única maneira que nós podemos fazer é voltar,
para redescobrir os valores mais preciosos e poderosos que deixamos para trás.
Nossa situação no mundo de hoje, faz-me
lembrar de um popular acontecimento tomou lugar na vida de Jesus. Isto foi lido
nas Escrituras hoje pela manhã, encontrado no segundo capítulo do Evangelho de
Lucas. A história é muito familiar, muito popular, e todos nós a conhecemos.
Vocês se lembram de quando Jesus tinha de 12 anos de idade, em que havia o
costume das festas? Os pais de Jesus o levaram para Jerusalém. Era um
acontecimento anual, a festa da Páscoa, e eles subiram para Jerusalém e levaram
Jesus consigo. E eles ficaram ali por poucos dias, e depois de estarem por lá,
eles decidiram voltar para casa, para Nazaré. E eles partiram, e eu acho, como
era a tradição daqueles dias, o pai provavelmente viajava na frente, e a mãe
junto com as crianças, atrás. Veja você, eles não tinham as comodidades
modernas que nós temos hoje. Eles não tinham automóveis, nem metrôs ou ônibus.
Eles andavam a pé, viajavam sobre jumentos e camelos. Então eles viajavam muito
devagar, mas era a tradição do pai guiar o caminho. E eles deixaram Jerusalém,
caminhando de volta para Nazaré, e eu imagino que eles caminharam um pouco, sem
olhar para trás para ver se todo mundo estava lá. Mas então as Escrituras
dizem, que eles seguiram jornada de um dia, e pararam, e eu imagino para
checar, para ver se tudo estava em ordem. E eles descobriram que alguma coisa
muitíssimo preciosa estava faltando. Eles descobriram que Jesus não estava com
eles. Jesus não estava no meio. E assim eles fizeram uma pausa e procuraram e
não o viram em volta. E eles foram e começaram a procurar no meio da parentela.
E eles voltaram até Jerusalém e o encontraram ali no Templo, junto com os
doutores da lei.
Agora, o mais importante para ser visto
aqui é isto: que os pais de Jesus
observaram que tinham partido, e que eles tinham perdido um valor muitíssimo
precioso. Eles tiveram senso o bastante para saber que antes de seguir em
frente para Nazaré, eles tinham que voltar a Jerusalém para reencontrar este
valor. Eles sabiam disso. Eles sabiam que não poderiam ir para casa em Nazaré,
sem que voltassem a Jerusalém.
Algumas vezes, você sabe que é
necessário retroceder a fim de seguir em frente. Isso é uma analogia da vida.
Eu me lembro de que um dia eu estava dirigindo de Nova York para Boston, e eu
parei em Bridgeport, Connecticut para visitar alguns amigos. E eu saí de Nova
York pela pista expressa que vocês conhecem por Merritt Parkway, em direção a
Boston, numa ótima avenida. E eu parei em Bridgeport, e depois de ficar por ali
por duas ou três horas eu decidi seguir para Boston, e eu queria pegar outra
vez a Merritt Parkway. E eu saí pensando que eu estava indo em direção à Merritt
Parkway. Eu parti, e rodei, e continuei rodando e eu procurei localizar uma
placa mostrando duas milhas para uma pequena cidade que eu teria de cruzar – Eu
não cruzei por aquela particular cidade. Então eu pensei que eu estava na
estrada errada. Eu parei e perguntei a um cavalheiro sobre a estrada que eu
deveria pegar para chegar à Merritt Parkway. E ele disse: “A Merritt Parkway
está de 12 a 15 milhas para trás. Você tem que virar e voltar até a Merrit
Parkway”; você está fora do seu caminho agora. Em outras palavras, antes de
seguir em frente para Boston, eu tinha que voltar de 12 a 15 milhas, para pegar
a Merritt Parkway. Não poderia o homem moderno ter pegado a avenida errada? Se
ele está para seguir para a cidade da salvação, ele tem que voltar e pegar a
avenida certa.
E foi isto que os pais de Jesus
observaram: que eles tinham que voltar e encontrar o valor mais precioso que
eles tinham deixado para trás, a fim de prosseguir. Eles observaram isto. E
assim que eles voltaram para Jerusalém eles encontraram Jesus, o reencontraram
por assim dizer, a fim de seguir em frente para Nazaré.
Agora isto é o que nós temos que fazer
em nosso mundo de hoje. Nós temos deixado muitos valores preciosos para trás;
nós temos perdido muitos valores preciosos. E se nós quisermos seguir em
frente, se nós quisermos fazer um mundo melhor para vivermos, nós temos que
voltar. Nós temos que voltar para reencontrar estes valores preciosos que nós
deixamos para trás.
Eu quero tratar de um ou dois destes
valores muito preciosos, que nós temos deixado para trás, que se nós vamos
seguir em frente para tornar este mundo melhor, nós precisamos redescobrir.
O primeiro princípio de valor que nós
necessitamos redescobrir é este: 1º -
QUE TODA REALIDADE DEPENDE DE
FUNDAMENTOS MORAIS. Em outras palavras, que este é um universo moral, e que
há leis morais suportando o universo tanto quanto leis físicas. Eu não estou
certo se todos nós cremos nelas. Nós nunca duvidamos que há leis físicas no
universo, que nós devemos obedecer. Nós nunca duvidamos disso. E por isso, nós
não pulamos de um aeroplano ou saltamos de altos edifícios por diversão – não
fazemos isto. Porque inconscientemente nós o sabemos intuitivamente, e assim
não saltamos do mais alto prédio em Detroit por achar isto divertido – nós não
fazemos isto. Porque nós conhecemos que existe a Lei da Gravitação Universal.
Se nós desobedecermos a ela, sofreremos as conseqüências.
Mas eu não estou tão certo se nós
sabemos que há leis morais que suportam o universo tanto quanto as leis
físicas. Eu não estou tão certo disso. Eu não estou tão certo se nós realmente
cremos que existe a lei do amor no universo, e que se desobedecê-la, você
sofrerá as conseqüências. Eu não estou tão certo se nós realmente cremos nisso.
Pelo menos duas coisas me convencem de que nós não acreditamos nela, que nós
temos nos desgarrado do princípio que este é um universo moral.
A primeira coisa que nós adotamos neste
mundo moderno é uma espécie de relativismo ético. Eu não estou tentando usar um
palavrão aqui, estou tentando dizer algo muito concreto. E isto é o que temos
aceitado a atitude de que o certo e o errado são meramente relativos para
nossas convicções. Grande parte das pessoas não podem defender suas convicções,
porque a maioria pode não devem estar fazendo isto. Veja, se a maioria não está
fazendo isto, então nós devemos estar errados. E desde que tomo mundo esteja
fazendo isto, isto deve ser o certo. Uma espécie de interpretação numérica do
que é o certo.
Mas, eu estou aqui para dizer a vocês
nesta manhã que algumas coisas estão certas e algumas, estão erradas.
Eternamente assim, absolutamente assim. É errado odiar. Isto sempre tem sido
errado e sempre será errado. É errado na América, é errado na Alemanha, é
errado na Rússia, é errado na China. Era errado em 2000 anos antes de Cristo, e
é errado em 1954 depois de Cristo. Está errado jogar fora nossas vidas em um
viver sedicioso. Não importa se alguém em Detroit esteja fazendo isto, é errado.
Está errado em qualquer época e está errado em cada nação. Algumas coisas são
certas e algumas coisas são erradas, não importa se alguém está fazendo o
contrário. Algumas coisas do universo são absolutas. O Deus do universo as tem
feito assim. E contanto que adotemos esta atitude relativa em relação ao certo
e ao errado, estamos nos revoltando contra as mesmas leis do próprio Deus.
Agora, isto não é a única coisa que me
convence de que estamos desviados do caminho desta atitude, deste princípio. A
outra coisa é que temos adotado uma espécie de teste pragmático para o certo e
errado – aquilo que funcionar é o “certo”. Se funcionar, está jóia. Nada está
errado, a não ser aquilo que não funciona. Se você não foi apanhado, é o certo.
Esta é a atitude, não é? Tudo bem, em desobedecer aos Dez Mandamentos, mas
apenas não desobedeça ao décimo primeiro: Não se deixe apanhar! Esta é a
atitude. A atitude prevalecente em nossa cultura. Não importa o que você faça,
apenas o faça com um pouquinho de classe. Sabe o tipo de atitude da
sobrevivência do mais esperto. Não a sobrevivência Darwiniana do mais apto, mas
a sobrevivência do mais liso, o mais esperto – é aquele que está certo. É muito
bom mentir, se mentir com dignidade. Tudo bem em furtar, em roubar e extorquir,
mas o faça com um pouquinho de finesse. E até é muito bom odiar, mas vista seu
ódio apenas com trajes de amor e faça transparecer que você esteja amando,
quando você está odiando de fato. Apenas vire-se! É assim que é o certo segundo
esta nova ética.
Meus amigos, esta atitude está
destruindo a alma de nossa cultura. Está destruindo nossa nação. Aquilo que nós
necessitamos nos dias de hoje é um grupo de homens e mulheres que queiram
defender o certo e resistir ao errado, onde quer que vá. Um grupo de pessoas
que precisam vir para ver que algumas coisas estão erradas, mesmo se eles nunca
são pegos. E algumas coisas são certas, mesmo que ninguém veja você fazendo ou
não.
Tudo que eu estou tentando dizer a vocês
é: Que o nosso mundo depende de uma fundação moral. Deus o fez assim. Deus fez
o universo para ser baseado em uma lei moral. Se o homem desobedecê-la, está se
revoltando contra Deus. Isto é tudo o que precisamos no mundo de hoje: pessoas
que sustenham o certo e a bondade. Não é o bastante conhecer as firulas da
zoologia e da biologia, mas nós temos que saber as intricações da Lei. Não é o
bastante saber que dois e dois são quatro, mas temos que saber de qualquer
maneira aquilo que é certo, para ser honestos com nossos irmãos. Não é o
bastante conhecer nossas disciplinas matemáticas e filosóficas, mas nós temos
que conhecer as simples disciplinas de ser honesto e amoroso para com toda a
humanidade. Se nós não aprendermos isto, nós nos destruiremos a nós mesmos,
pelo abuso de nosso próprio poder.
Este universo depende de fundações
morais. Há alguma coisa neste universo que justifica o que Carly Le diz: “Nenhuma mentira pode viver para sempre”.
Há alguma coisa neste universo que justifica o que disse William Cullen Bryan
disse: “A verdade, quando esmagada na
terra, se levantará novamente”. Alguma coisa neste universo justifica os
versos de James Russell Lowell: "A
verdade, sempre no cadafalso. O erro, eternamente no trono. Ainda que o
cadafalso mude de opinião no futuro. Por trás do obscuro ignorado, de pé está
Deus. Dentro das sombras observando tudo".
Há algo neste universo que justifica o
escritor bíblico dizer: “Você ceifará
aquilo que plantar”. Esta é uma lei de sustentação universal. Este é um
universo moral. Ele depende de fundações morais. Se nós queremos fazer disso um
mundo melhor, temos que voltar e redescobrir os valores preciosos que deixamos
para trás.
E depois, há uma segunda coisa, um
segundo princípio que nós temos que voltar e redescobrir. E isto é aquilo que
controla toda realidade espiritual. Em outras palavras, nós temos que voltar e
redescobrir o princípio que há um Deus por trás do processo. Bem, vocês vão
dizer: Por que você tem tocado neste ponto em seu sermão em uma Igreja? Pelo
mero fato de nós estarmos na Igreja, nós cremos em Deus, e não precisamos
voltar para redescobrir aquilo. Pelo mero fato de estarmos aqui, e o mero fato
de que nós cantamos e oramos, e vamos para a igreja – nós cremos em Deus. Bem,
há alguma verdade nisso. Mas nós devemos lembrar que é
possível afirmar a existência de Deus com nossos lábios, e negar sua existência
com nossas vidas!
O mais perigoso tipo de ateísmo não é o
ateísmo teórico, mas o ateísmo prático. Este é o mais perigoso tipo. E o mundo,
e mesmo a igreja, está repleta de pessoas que prestam culto com os lábios em
lugar de um culto com a vida. E sempre há um perigo em que nós deixamos
transparecer externamente que nós cremos em Deus, quando internamente não. Nós
dizemos com nossas bocas que nós cremos nele, mas vivemos nossas vidas como se
Ele nunca tivesse existido. Isto é o perigo sempre presente confrontando a
religião. Isto é um tipo perigoso de ateísmo.
E eu penso, meus amigos, que isto é uma
coisa que tem acontecido na América. Que nós temos inconscientemente deixado
Deus para trás. Agora, nós não temos feito isso conscientemente; mas
inconscientemente. Veja você, o texto, você se lembra do texto que dizia que os
pais de Jesus seguiram uma jornada de um dia inteiro sem saber que ele não
estava com eles? Eles não o deixaram para trás conscientemente. Foi sem querer;
seguiram um dia inteiro e nem mesmo sabiam disso. Não foi um processo
consciente. Veja você, nós não crescemos para dizer: “Agora Deus, adeus! Nós
vamos deixar o Senhor agora.” O materialismo na América tem sido algo
inconsciente. Desde a ascensão da Revolução Indústria na Inglaterra, e com as
invenções de todos os nossos aparelhos e bugigangas, de todas as coisas do
conforto moderno, nós inconscientemente deixamos Deus para trás. Nós não
pretendíamos isto.
Nós apenas ficamos envolvidos em
conseguir nossas contas bancárias graúdas que nós inconscientemente nos
esquecemos de Deus. Nós não pretendíamos fazer isto. Nós ficamos tão envolvidos
em conquistar nossos carros de luxo, e eles são mesmo ótimos, mas nós ficamos
tão envolvidos nisso, que isto se tornou muito mais conveniente dirigir até à
praia no domingo à tarde do que vir para a Igreja de manhã. Isto foi
inconscientemente, não pretendíamos fazer isto.
Nós ficamos tão envolvidos e fascinados
pelas tramas da televisão que nós achamos um pouco mais conveniente ficar em
casa do que vir para a Igreja. Foi uma coisa inconsciente. Nós não pretendíamos
fazer isto. Nós não apenas nos levantamos para dizer “Agora Deus, nós vamos
embora”. Nós temos seguido uma jornada de um dia inteiro, e então nós vimos que
nós inconscientemente conduzimos Deus para fora do universo. Um dia inteiro de
jornada – não queríamos fazer isto. Nós apenas ficamos tão envolvidos nas
coisas que nós nos esquecemos de Deus.
E este é o perigo que nos confronta meus
amigos, que em uma nação como a nossa, onde damos ênfase na produção em massa,
e isto é de importância considerável, onde temos tantas conveniências e luxo e
tudo o mais, há o perigo de que nós inconscientemente, nos esqueçamos de Deus.
Eu não estou afirmando que aquelas coisas não sejam importantes; nós precisamos
delas, nós precisamos de carros, nós precisamos de dinheiro; de tudo o que é
importante para viver. Mas sempre quando elas se tornam em substitutos de Deus,
elas são prejudiciais.
Eu devo dizer para vocês esta manhã, que
nenhuma dessas coisas podem jamais ser substitutos reais para Deus. Automóveis
e metrôs, TVs e rádios, dólares e centavos, nunca podem ser substitutos de
Deus. Porque muito antes da existência delas, nós necessitamos de Deus. E por muito
tempo depois que elas tiverem passado, nós ainda necessitaremos de Deus. E para
concluir, eu digo para vocês nesta manhã, para que não coloque o seu fundamento
de fé nestas coisas. Eu não vou colocar minha base de fé em bugigangas e
invenções. Ainda um jovem com grande parte de minha vida ainda pela frente, eu
decidi bem cedo dar minha vida por algo absoluto e eterno. Não para estes
pequenos deuses que estão por aí hoje, e amanhã se vão, mas para Deus que é o
mesmo ontem, hoje e para sempre.
Não nos pequenos deuses que podem estar
conosco em poucos momentos de prosperidade, mas no Deus que caminha conosco
através do vale da sombra da morte, e nos motiva a não temer mal algum. Este é
o Deus.
Não em um deus que pode nos dar alguns
carros Cadillacs e Buicks conversíveis, embora eles sejam lindos, que estão na
moda hoje e ficarão fora de moda depois de três anos, mas em um Deus que criou
as estrelas para ornar os céus como faróis tremeluzentes de eternidade.
Não em um deus que pode construir alguns
edifícios arranha-céus, mas em um Deus que criou as gigantescas montanhas,
beijando o céu, como se banhassem seus picos no imponente azul.
Não em um deus que pode nos dar alguns
rádios e aparelhos de TV, mas em um Deus que criou a grande luz cósmica que se
levanta cedo de manhã no horizonte leste, que pinta seu technicolor através do
azul, algo que o homem nunca pode fazer.
Eu não vou pôr os fundamentos da minha
fé em pequenos deuses que podem ser destruídos em uma era atômica, mas em um
Deus que tem sido nosso socorro desde as eras passadas, e nossa esperança para
os anos que virão, e nosso abrigo no tempo da tempestade, e nosso eterno lar.
Este é o Deus em quem eu estou colocando o fundamento da minha fé. Este é o
Deus que eu rogo a vocês para adorarem nesta manhã.
Saiam e estejam certos de que este Deus
vai durar para sempre. Tempestades podem vir e ir. Nossos grandes edifícios
arranha-céus podem vir e ir. Nossos belos automóveis virão e passarão, mas Deus
estará aqui. As plantas podem desaparecer, as flores podem murchar, mas a
palavra de nosso Deus permanecerá para sempre e nada pode impedi-la. Nenhum
P-38 desde mundo pode alcançar Deus. Todas as nossas bombas atômicas jamais
podem alcançá-lo. O Deus de quem eu estou falando para vocês nesta manhã é o
Deus do universo, é o Deus que permanece através de todas as eras. Se nós temos
que seguir em frente nesta manhã, nós temos que voltar para encontrar este
Deus. Este é o Deus que exige e ordena a nossa máxima submissão
Se nós vamos seguir em frente, devemos
voltar lá atrás e redescobrir estes valores preciosos: QUE TODA
REALIDADE DEPENDE DE FUNDAMENTOS MORAIS
e
QUE
TODA REALIDADE TEM UM CONTROLE ESPIRITUAL.
Deus abençoe vocês!

Parabéns. Bela reflexão Roberta. Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Amém. Marlinda
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